domingo, 27 de fevereiro de 2011

VYGOTSKI


Crianças de 02 anos de idade participativas e curiosas em continuo processo de desenvolvimento e descobrimento do seu mundo; "... o brinquedo fornece a estrutura básica para as mudanças das necessidades da consciência..." que "... a cultura forma a inteligência e a brincadeira favorece a criação de situações imaginárias e reorganiza experiências vividas" VYGOTSKI(1987, página 112, 1988). É também o caminho que abre as portas para a entrada da cultura e condiciona o saber a um fazer. Aprendizado esse que começa com brincadeiras em que se aprende a criar significações, a comunicar-se com outros, a tomar decisões, decodificar regras, expressar a linguagem e socializar.
Este artigo além de caráter educativo pode ser visto também como uma mola propulsora para o desenvolvimento cognitivo e a socialização a ação de cada criança. Mostrando os problemas com a grande produção de lixo. Ensinando que tudo se transforma e tudo pode ser reaproveitado.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

POR QUER? BRINCAR


PORQUE BRINCAR
A criança pequena que assume o papel da bailarina está experimentando como é adotar o papel de outra pessoa. Ela imita movimentos, maneirismos, gestos, expressões: ela realmente sente como é estar vestida com um tecido armado como o tule, as texturas contrastantes, as propriedades que elas oferecem e as diferentes qualidades e posturas físicas que inspiram.
Através do espelho, ela se examina em uma outra aparência, provavelmente estimulada também por vários fatores como a brilhante cor cereja do tecido e o contraste branco-creme do tule, a forma diferente de seu corpo com esta roupa especial, e como ela “se ajusta” ao quadro apresentando pela imagem no espelho. Ao fazer piruetas está explorando suas próprias capacidades físicas, hesitantes e desajeitadamente, a princípio, mas com uma pose e agilidade que aumentam rapidamente.
“Algumas encenações de papéis são esquemáticas, representando apenas eventos salientes em uma seqüência de ações. A maioria das encenações é claramente criada a partir de conceitos de comportamentos apropriados e muito provavelmente não é uma imitação direta de pessoas”. (1991, 88).  
O adulto que rabisca está explorando o meio disponível de maneiras previamente não-descobertas, como uma repetição consciente ou inconsciente de um desenho previamente encontrado ou variações sobre um tema. Isso pode ou não ter um propósito, dependendo do adulto específico e do papel ao qual ele normalmente está associado, tal como o de artista gráfico, pintor amador ou calígrafo. Um aspecto importante é que este tipo de brincar exploratório, que segundo Kishimoto (1994) é uma preliminar do brincar real, só será uma preliminar do brincar se a pessoa fizer caligrafia ou pintar apenas como passatempo.